Em Sessão Ordinária, Câmara de Porto Nacional dá início à Campanha Maio Amarelo com foco na conscientização e na redução de acidentes
A Câmara Municipal de Porto Nacional realizou na manhã desta quinta-feira, 7, a 28ª Sessão Ordinária do ano, sob a presidência do vereador Silvaney Rabelo. O encontro marcou a abertura oficial da Campanha Maio Amarelo no município, reunindo representantes das forças de segurança e trânsito, além de vereadores e lideranças comunitárias.

Estiveram presentes o superintendente de Segurança Pública, Trânsito e Defesa Civil, Marcílio Parente; o representante do Ciretran de Porto Nacional, Gleibson Fontoura (Tundela); e representantes do 3º Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins (3º CIBM).
Durante a solenidade, foram divulgados números preocupantes sobre a situação do trânsito na região. Em Porto Nacional, cerca de 12 mil condutores circulam sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Já em todo o estado do Tocantins, foram registrados 11 mil sinistros de trânsito em 2025. No perímetro urbano entre Porto Nacional e Luzimangues, ocorreram aproximadamente 300 acidentes, com 20 vítimas fatais. Em 2026, já são 67 acidentes computados no município.
“É um dia satisfatório para a sociedade portuense e para o Tocantins. Fizemos a abertura oficial do Maio Amarelo com o tema ‘No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas’. Trazemos essa discussão para a Câmara para que, daqui, essa consciência chegue a toda a população”, destacou Marcílio Parente.

Os vereadores João Leite, Geovane dos Santos, Diva Cardoso, Miúdo e João Justino reforçaram o compromisso da Casa Legislativa com a causa, colocando o parlamento à disposição para ações conjuntas de educação no trânsito e fiscalização.
Mais inclusão na educação
Ainda durante a sessão, a professora Ides Neres, diretora do CEMIL Francisco Pinheiro, apresentou uma demanda voltada à educação inclusiva. Ela pediu sensibilidade dos parlamentares para com as escolas de tempo integral, defendendo uma política de equidade que considere as especificidades de cada unidade de ensino.
“Não vou dizer um tratamento diferenciado, mas um olhar condizente com a proposta da escola. O menino passa o dia inteiro na escola, nós professores também. Precisamos que adotem uma política de equidade nas escolas”, afirmou.
Ides Neres também destacou a necessidade de qualificação e valorização dos profissionais de apoio que atuam com crianças com deficiência ou neurodivergência. “De acordo com a dificuldade da criança, o profissional de apoio deve ter qualificação, capacitação e uma remuneração condizente com essa complexidade”, concluiu.
